Edgar Roquette-Pinto foi o visionário que fundou a primeira rádio do Brasil em 1923. Para ele, o rádio deveria ser uma “escola de quem não tem escola”, focada na educação e na integração de um país de dimensões continentais.
Sua dedicação transformou o rádio em uma ferramenta de soberania nacional. Ele acreditava que a tecnologia deveria servir ao povo, e seu legado vive em cada emissora educativa e cultural que ainda hoje coloca o conhecimento acima do lucro comercial.
Roquette-Pinto enxergava o rádio como política pública. Em um país com grandes distâncias e desigualdade de acesso, o áudio podia chegar onde livro e escola não chegavam. A ideia era simples e poderosa: usar tecnologia para ensinar, informar e aproximar o Brasil de si mesmo.
Um projeto de país
A defesa do rádio educativo ajudou a consolidar o entendimento de que comunicação pode ser ferramenta de desenvolvimento. Programas culturais, científicos e de orientação prática foram parte dessa visão: formar cidadãos, ampliar repertório e criar senso de comunidade nacional.
Por que ele ainda é atual
Hoje, quando se fala em inclusão digital, o rádio segue sendo o meio mais barato e resiliente. Em emergências, em áreas remotas e em contextos de baixa conectividade, a lógica de Roquette-Pinto continua válida: comunicação acessível salva e educa.
Legado na prática
- Fortalecimento de emissoras educativas e universitárias
- Programas culturais com linguagem acessível
- Uso do áudio como ferramenta de alfabetização e cidadania
- Defesa de tecnologia a serviço do público